Porto Seguro

Em 22 de abril de 1500, depois de 42 dias de viagens, a frota de Pedro Álvares Cabral vislumbrava terra à vista – mais com alívio e prazer do que com surpresa ou espanto. Segundo o testemunho do escrivão Pero Vaz de Caminha, naquela tarde de 22 de abril  “os nossos toparam com um grande monte, muito alto e redondo ao qual o capitão pôs o nome Monte Pascoal e à Terra de Vera Cruz.”

Pedro Álvares Cabral, o comandante, mandou fundear a armada a cerca de 19 milhas de terra, um pouco ao norte do parque de Monte Pascoal, entre as pontas de Itaquena e Itapiroca, em frente à Barra do Rio dos Frades.

Em 22 de abril de 1500, depois de 42 dias de viagens, a frota de Pedro Álvares Cabral vislumbrava terra à vista – mais com alívio e prazer do que com surpresa ou espanto. Segundo o testemunho do escrivão Pero Vaz de Caminha, naquela tarde de 22 de abril  “os nossos toparam com um grande monte, muito alto e redondo ao qual o capitão pôs o nome Monte Pascoal e à Terra de Vera Cruz.”

Pedro Álvares Cabral, o comandante, mandou fundear a armada a cerca de 19 milhas de terra, um pouco ao norte do parque de Monte Pascoal, entre as pontas de Itaquena e Itapiroca, em frente à Barra do Rio dos Frades.

No dia seguinte, 23 de abril, iniciaram-se as sondagens do leito marinho e alguns navios ancoraram em frente à grandiosa Mata Atlântica. Nos nove dias que se seguiram, nas enseadas generosas da Bahia, os 12 navios da maior armada já enviada às Índias pela rota descoberta por Vasco da Gama permaneceriam reconhecendo a nova terra e seus habitantes.

O primeiro contato, amistoso com os demais ocorreu no dia 23 de abril. O capitão Nicolau Coelho, veterano das Índias e companheiro de Gama, foi a terra e deparou-se com 18 homens “pardos, nus, com arcos e setas nas mãos”. Coelho deu-lhes um gorro vermelho, uma carapuça de linho e um sombreiro preto. Em troca, recebeu um cocar de plumas e um colar de contas brancas.

O Brasil, batizado Ilha de Vera Cruz, entrava, naquele instante, no curso da História. Foi justamente no município de Cabrália, na Coroa Vermelha, que Frei Henrique de Coimbra celebrou a primeira missa, que continua a ser orgulhosamente relembrada por brancos e índios em cada ano que passa.